quinta-feira, 7 de maio de 2009

Papagaio sem pernas

Um sujeito resolve comprar um animal de estimação. Ele entra numa loja e seu olhar se detém num pequeno papagaio sentado (sim, sentado!) num poleiro de uma gaiola. 
- O papagaio não tem patas! O que é que aconteceu a este papagaio?
O papagaio responde.
- Eu nasci assim. Sou um papagaio defeituoso.
- Hahahaha! Muito boa! - diz rindo o sujeito. - Dá até para acreditar que é o papagaio que disse isso! Onde está o ventríloquo?
- Sou eu mesmo quem falou, - responde a ave. - Sou um pássaro muito inteligente, com uma educação e cultura esmeradas.
- Ah é? Nesse caso, me diga como é que você se mantém neste poleiro já que você não tem patas?
- Bem, - explica o papagaio. - É um tanto embaraçoso, mas já que o senhor está pedindo. Eu enrolo meu pênis como um gancho em volta da barra horizontal. É assim que me seguro. E o senhor não pode vê-lo porque está escondido por minha plumagem. 
- Quer dizer que você entende, e pode responder a tudo que eu lhe perguntar?
- Claro. E falo também inglês, francês e alemão. Posso manter conversações em português e em todas essas línguas com razoável competência, sobre praticamente qualquer assunto: política, religião, esportes, física, química, artes, filosofia. E sou particularmente bom em ornitologia. O senhor deveria me comprar, sou uma companhia muito agradável. 
O sujeito vê o preço numa etiqueta. R$ 2.000 reais.
- Infelizmente não tenho como, é muito caro.
- Calma, - sussurra o papagaio. - Ninguém me quer porque não tenho patas. Tenho certeza de que se o senhor oferecer 200 reais o dono da loja fecha na hora. 
O sujeito oferece 200 reais e efetivamente o dono aceita. Semanas se passam. O papagaio é sensacional. Ele é divertido, interessante, entende de tudo, dá conselhos ótimos. O sujeito está deslumbrado. Um dia ele volta do trabalho e o papagaio sussurra:
- Olha, eu não sei se deveria lhe contar. Mas é a respeito de sua mulher e do zelador.
- O queeeee...? - estranha o sujeito.
- Bem, - conta o papagaio. - Quando o zelador tocou a campainha de manhã sua mulher atendeu. Ela estava apenas de camisola transparente, e o beijou na boca. 
- E o que aconteceu depois?
- O zelador entrou, e fechou a porta. Ele arrancou a camisola e começou a beijá-la. Começou pelos seios e foi descendo devagarinho.
- Saco! E que mais?
- Aí ele a sentou no sofá, abriu as pernas dela, se ajoelhou, enfiou a cara e começou a lambê-la. Primeiro devagar, depois mais rápido.
O papagaio dá uma pausa. O dono se impacienta.
- E depois? O que aconteceu? Vamos, conta!
- Aí não sei mais. Eu fiquei de pau duro e caí do poleiro!

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